sobre

Nasci em família pobre. Desde muito pequeno passava os dias assistindo televisão, filmes e desenhos animados. Na falta de recursos para comprar brinquedos, meu pai e minha mãe investiram em materiais para desenho, gibis e alguns quebra-cabeças para me entreter. Assistia os desenhos animados na TV e depois tentava reproduzir o que via no papel. Criava minhas próprias histórias. 

Aos 15 anos entrei para um curso de produção de histórias em quadrinhos, que meu pai pagou com muito gosto e esforço. No qual aprendi desde roteirização até a ilustração, arte-final e balonização de HQs.

Quando concluí o ensino médio, trabalhava de garçom. Mas seguia no objetivo de ganhar dinheiro com minha arte. Aos 20 anos virei roadie de bandas famosas do RS, foi quando ganhei o apelido de Ninja. Então o contato com músicos, produtores e publicitários me abriu portas para trabalhos como ilustrador freelancer para algumas agências de publicidade e propaganda e produtoras. Aos 24 anos larguei a roadagem e virei vendedor de instrumentos musicais enquanto usava um computador velho doado por um amigo para estudar photoshop. Com o salário de vendedor paguei meu primeiro curso de modelagem 3D.

Passava a trocar o lápis e papel pelo computador. Aprendi animação e edição de vídeo e montei um portfólio. Que funcionou como meio de conquistar a oportunidade de trabalhar na televisão.

Entrei no departamento operacional inicialmente. Então, não demorou muito, entrei para a equipe de arte da emissora, onde trabalhei por 7 anos. Nesse período fiz um curso de efeitos visuais da Faculdade Melies e me especializei em mais uma área.

Durante esses anos de reviravoltas em minha jornada, descobri a pintura digital também. Após sair da televisão, já conhecido na indústria como Adriano Ninja, passei a trabalhar como freelancer enquanto montava um portfólio focado na indústria de games. Mas entre alguns trabalhos como freelancer e algumas crises financeiras, voltei a trabalhar com televisão em 2019. Porém, já sentia que aquilo já não era o suficiente. Queria um propósito, fazer alguma diferença no mundo com minha arte.

 No início de 2020 fui convidado a lecionar artes digitais em uma escola de artes para games. Depois de um treinamento intensivo virei professor.

Porém, o mundo tinha uma surpresa para todos nós, uma pandemia. Então, menos de um mês de aulas presenciais, eu me vi isolado no meu apartamento dando aulas online para 9 turmas e cerca de 200 alunos que estavam isolados e confusos com a mudança radical de cenário. 

Ao final do mesmo ano, pedi meu desligamento da escola por motivos pessoais, mas decidi que nunca mais deixaria de compartilhar meu conhecimento com o mundo. Fui convidado para trabalhar com o History Channel e a Ubisoft nos episódios de Desafio Sob Fogo & Assassin’s Creed Valhalla. Fazendo concepts que adaptavam o design do escudo e da hidden blade de Eivor, protagonista do jogo, aos modelos que estavam sendo forjados por Tom Silva, campeão do Desafio Sob Fogo América Latina. Também fui responsável pelas animações gráficas das artes que produzi.

Amo as artes visuais. São a base da minha filosofia de vida. Sigo produzindo e estudando sempre em busca de aprimorar minhas habilidades e me atualizar. Ao mesmo tempo em que compartilho meu conhecimento com as futuras gerações de artistas digitais.